Agradeço aos amigos que votaram em Bolsonaro e que se dignaram a discutir política com seriedade durante todo o processo eleitoral. O resultado deste domingo nos garante que poderemos continuar divergindo. Isso é sensacional. Viva a democracia!
Agradeço aos amigos que votaram em Lula e se alinharam
comigo a maior parte do tempo. Daqui em diante, devemos nos manter vigilantes. A
vitória não pode e não deve nos cegar. Não cometamos os mesmos erros dos bolsonaristas.
A reconstrução deste país será difícil, mas não será impossível, já vivemos
momentos piores. Precisamos apoiar as boas iniciativas e criticar os eventuais
deslizes. Viva a democracia!
Em 2018, logo após a declaração da vitória de Bolsonaro,
mesmo não tendo votado nele, postei que a minha torcida era para que ele
fizesse um bom governo. Mesmo contrariado no meu voto, como brasileiro, não
poderia querer atirar no meu próprio pé. Agora, que as urnas revelaram um novo
presidente, o desejo de todos, principalmente, os que se classificam como patriotas,
deve ser a favor do Brasil. Ser a favor do Brasil não significa apoio
inconteste, só não pode valer-se das Fake News e da falta de verificação.
A eleição foi apertada, é verdade, mas é assim que funciona
a democracia, ora uma diferença maior, ora uma diferença menor, aqui como em
qualquer país democrático do mundo. Por isso, o conceito de maioria, que usamos
para todas as decisões que tomamos, inclusive no dia a adia, 50% + 1, é
respeitado.
A divisão do Brasil, tão propalada em função do resultado
eleitoral, não deverá ser um problema para Lula, afinal, quem entra nessa disputa
deve estar preparado para enfrentar todas as diversidades e não ficar culpando
o último presidente, o tempo todo, como se não soubesse da situação quando
decidiu se candidatar. Além disso, é preciso considerar que muitos votos
contrários foram conquistados por conta de medidas populares tomadas,
principalmente, no segundo semestre. Nos próximos dias, as pesquisas começarão
a mostrar redução nessa divisão.
Em toda disputa, ganhar ou perder, faz parte do jogo. Não
aceitar a derrota é característica dos maus jogadores.
Lula é o primeiro brasileiro a presidir o Brasil três vezes através
do voto e Bolsonaro é o primeiro presidente a não conseguir a reeleição. Isso,
certamente, a história fará suas considerações, no futuro.
Vivemos um momento histórico. A nossa democracia se fortaleceu,
não apenas em função do resultado, mas diante de todas as investidas que sofreu:
a sociedade resistiu; a classe política, inclusive a aliada, resistiu; as Forças
Armadas resistiram e o mundo se curvou: EUA, Europa, China, Rússia, América
Latina e países emergentes já reconheceram os resultados.
Viva a democracia!