sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

VAMOS FAZER DE ITAPIRA A CIDADE MAIS BONITA DO BRASIL

O vice-prefeito Antonio Carlos Martins, famoso por suas tiradas alegres e inteligentes, logo após as eleições, em tom de brincadeira e visivelmente feliz, provocava seu companheiro de luta, Alberto Mendes, atribuindo-lhe a missão de se tornar o melhor auxiliar do prefeito eleito. Caso contrário, o povo poderia concluir: se, como diretor de um departamento, não conseguiu dar conta do recado, o que aconteceria se fosse eleito prefeito, responsável por todos os setores da prefeitura?

Brincadeiras à parte, o novo Diretor do Departamento de Serviços Públicos, Sr. Alberto Mendes, tem pela frente a árdua tarefa de cuidar dos serviços de conservação urbana e rural de nossa cidade. E já se propõe a um grande desafio: tornar Itapira uma das cidades mais bonitas do Brasil.

Manter a cidade limpa e organizada é trabalhoso, mas, a bem da verdade, qualquer gestor minimamente competente poderia dar conta dessa tarefa. Bastariam competência administrativa e pessoal em quantidade suficiente.

Tornar a cidade bonita, porém, é outra história.

É preciso, além da competência, ter uma visão política mais avançada, capacidade de mobilização, sensibilidade para administrar as adversidades entre as diferentes realidades sociais e compromisso com a verdadeira vocação de uma cidade. E, nesse aspecto, Alberto Mendes nos dá bons sinais.

Quando se fala em tornar uma cidade bonita, não basta aplicar um simples “banho de loja” nos locais de maior circulação popular: arrumar uma praça aqui, pintar um muro ali, tapar os buracos mais visíveis ou recolher entulhos acumulados.

Essas providências são necessárias e obrigatórias para qualquer prefeitura. Estão praticamente no mesmo patamar da saúde, do saneamento e da educação — ou seja, fazem parte das atividades básicas e essenciais da administração pública.

Tornar a cidade mais bonita também deve ser entendido como uma necessidade básica.

É preciso haver vontade política para construir uma cidade agradável para se viver, capaz de tornar o dia a dia das pessoas mais interessante e menos estressante.

Não queremos uma cidade bonita apenas para visitantes ocasionais ou para cumprir a famosa vocação turística. Ela precisa ser bonita, antes de tudo, para quem vive aqui.

Além da vontade e da capacidade do Diretor de Serviços Públicos, precisamos do empenho do prefeito e, fundamentalmente, da participação ativa da população.

Uma cidade bonita eleva a autoestima de seu povo, torna-nos mais participativos e fortalece o senso de responsabilidade compartilhada.

Como consequência, diminuem o vandalismo e os roubos de bens públicos. A cidade torna-se mais limpa porque passamos a sujar menos e aprendemos a cuidar melhor do nosso lixo.

Utopia?

Os países desenvolvidos descobriram esse caminho há muito tempo. Preservam seus prédios históricos, cultivam adequadamente jardins públicos e privados e valorizam até as pequenas floreiras nas janelas. Cada cidadão cuida de sua área particular e também contribui para a conservação dos espaços públicos.

Àqueles que ainda não compreenderam a essência da convivência humana, aplicam-se pesadas multas.

Muitos dirão que essa postura é impossível no Brasil.

Não é.

Muitas cidades brasileiras já seguem esse caminho, principalmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Quando cidade e cidadãos convergem em propósito, a corrupção diminui, cresce a atenção aos gastos públicos desnecessários, tornamo-nos mais alegres, celebramos mais e vivemos melhor.

Que o Diretor do Departamento de Serviços Públicos aceite o desafio lançado pelo vice-prefeito e confirme-se como o melhor diretor da equipe.

Que mantenha firme o propósito de tornar Itapira uma das cidades mais bonitas do Brasil, para que nunca mais precisemos abrir mão da nossa cidadania.