segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Generalização: erro imperdoável que pode ser devastador

 

Todos clamam por justiça, mas muitos podem cometer injustiças quando generalizam. A generalização, carregada de desprezo e ódio, se tornou prática frequente nos últimos tempos. Através dela as pessoas querem definir o caráter, a honestidade, o pensamento e a tendência política dos outros. Pior, quando julgam e condenam.

Nem todo jovem é vagabundo ou usuário de drogas.

Nem todo homem é safado ou violento contra as mulheres.

Nem toda mulher é interesseira ou gastona.

Nem todo advogado é desonesto.

Nem todo juiz vende sentença.

Nem todo promotor evita casos espinhosos.

Nem todo médico só quer ganhar dinheiro.

Nem todo patrão é explorador.

Nem todo empregado faz corpo mole.

Nem todo funcionário público é corrupto.

Nem todo político é ladrão.

Nem todo cozinheiro é sujo.

Nem todo pedreiro é enrolador.

Nem todo pobre quer roubar do rico.

Nem todo preto é criminoso.

Basta imaginar o que seria deste país se as nossas generalizações representassem a maioria da população. Nem é bom pensar.

As generalizações também abarcam temas como religião, artes, alimentação, esportes, legalização das drogas e do aborto, identidades de gênero e por aí afora.

Quando generalizamos, atribuímos às pessoas ou aos assuntos aquilo que imaginamos conhecer por conta de experiências passadas, ou nem sempre, fazendo abstração a partir de detalhes particulares não totalmente conhecidos. Generalizamos por indução de maneira inconsciente ou de maneira deliberada.

Enfim, quando generalizamos e ainda condenamos, a injustiça tem grande chance de estar presente. Aquela história de “conheço o cara pela cara” é apenas uma história.