Que ninguém ignore: a História é implacável com os acontecimentos políticos e será fundamental para a nossa lucidez civilizatória. Sem os registros capturados e seu entrelaçamento global, o futuro repetiria os mesmos erros, negando às novas gerações a chance de compreender suas próprias origens. Além disso, abriria espaço para que aqueles que quisessem reescrever o passado o fizessem na tentativa de controlar a vida das pessoas.
A História não é contada por uma só pessoa; é uma
construção coletiva que reúne verdades e memórias para os que virão depois de
nós. É assim que a humanidade vem construindo este "mundão de Deus".
A História funciona como um arquivo definitivo,
impedindo que ações e decisões políticas caiam no esquecimento ou sejam
distorcidas. É o estudo das escolhas humanas e suas consequências, cujos
registros nos permitem entender “quem somos”, “de onde viemos” e “para onde
vamos”. Ela reflete o ciclo coletivo das nossas vidas e da humanidade.
Tudo o que acontece hoje e que pode impactar o
futuro tem lugar de destaque na História, abrindo cenários para o
desenvolvimento e a evolução da sociedade. Essa evolução não se baseia, em
geral, em teorias abstratas, mas nas práticas e exemplos cotidianos.
Vivemos, nesta terça-feira, 25 de novembro de 2025,
um dos momentos mais relevantes dos 525 anos de Brasil. O peso político de
Bolsonaro não será decisivo para colocá-lo na primeira fila dos personagens
mais relevantes. Os generais que participaram de mais uma tentativa de golpe –
finalmente julgados, condenados e encarcerados – serão os destaques principais.
Esse episódio anuncia que as Forças Armadas, daqui em diante, saberão ocupar o
papel que lhes cabe, permitindo que a sociedade civil escolha seus próprios
destinos.
