A Festa de São Benedito há muito se confunde com a nossa querida Festa de Maio.
Há 138 anos, a celebração religiosa reúne fiéis com
novenas, missas e procissões, tendo seu ápice em 13 de maio. Com o tempo,
ganhou novos elementos — parque de diversões, barracas, comércio popular e
atrações culturais — e passou a acolher toda a população. Assim nasceu a Festa
de Maio como a conhecemos: plural, viva e cheia de memória afetiva.
Quem é de Itapira sabe: é difícil não dar ao menos uma
passada por lá. Nem que seja só para relembrar. É tradição.
Nos últimos anos, a Paróquia de São Benedito buscou, de
forma legítima, separar a parte religiosa da festa, valorizando o espaço ao
redor da igreja. Mais recentemente, a instalação de equipamentos de saúde na
Rua Vitório Coppos — onde ficava o parque — trouxe um novo desafio: a falta de
espaço para um dos principais atrativos da festa.
E fica a pergunta: estamos diante da possível ruptura de
uma tradição centenária?
A Festa de Maio não surgiu por acaso. Foi construída ao
longo do tempo, com a participação da Igreja, do poder público e,
principalmente, do povo itapirense. Por isso, é justo refletir: não seria
possível antecipar soluções que preservassem essa tradição tão importante para
a nossa identidade?
Tradições não são apenas hábitos. São laços. São
memória. São pertencimento.
Eu, por exemplo, guardo com carinho a lembrança dos meus
pais me levando para brincar no “tomovinho”.
Que haja sensibilidade — e responsabilidade — para
encontrar um caminho que mantenha viva essa parte tão especial da nossa
história.
Você gosta da Festa de Maio ou quer o fim dela? Um
assunto a ser discutido!


