Muçulmanos, budistas, judeus, hindus e xintoístas, por exemplo, não celebram o Natal. Países como China, Japão, Arábia Saudita, Indonésia, Turquia e Índia não consideram o Natal uma data religiosa — alguns o exploram comercialmente, outros tentam coibir suas manifestações públicas.
Para
quem vive o período natalino desde a infância, é difícil imaginar um Natal sem
celebração, seja pelo significado religioso, seja pelas festas e presentes.
Quando a indiferença à data tem base em convicções religiosas distintas,
tendemos a aceitá-la com mais naturalidade. No entanto, mesmo em países
majoritariamente cristãos, como o Brasil, há quem não goste do Natal.
Há
pessoas que se incomodam com o excesso de festas, com a obrigação de comprar
presentes ou com o recebimento de presentes indesejados. Aquelas que enxergam o
Natal apenas como um evento comercial. Aquelas que tiveram experiências
difíceis na infância, que presenciaram brigas familiares, que preferem a
solidão ou que sentem profundamente a ausência de entes queridos que já
partiram.
Enfim,
apesar da importância do Natal para muitos povos ocidentais, ele não é uma
unanimidade.
Assim
como desejamos a todos um Feliz Natal, devemos também respeitar aqueles que não
se sentem tão felizes nessa data. O Natal se apresenta como uma festa coletiva,
mas carrega um significado profundamente individual para cada um de nós. Nem
sempre o que é bom para a maioria é bom para todos.
Por
isso, para quem celebra o Natal com entusiasmo — como eu —, desejo que os
ventos desta época inspirem renovação e alegria. Para quem não tem qualquer
interesse natalino, desejo felicidade ao seu próprio modo. E a todos, desejo
união e respeito às diferenças.
